domingo, 25 de maio de 2008

Sacerdotisa - Capítulo quatro

Notas iniciais: No capítulo anterior a festa de Linna chega ao fim e no dia seguinte esta revê o santuário, inclusive ela observa o fim do treinamento de Kiki. Linna retornava para Aquário, acompanhada de Mu.

ººººº

No caminho para a décima primeira casa, Death Mask encontra os dois:

—Linna, Athena está lhe chamando na sala do mestre. Mu, você pode ir junto.

—Certo, iremos pra lá agora.

E assim foram. Chegando à sala de Athena:

—Com licença Athena, Linna e Mu estão aqui para vê-la — disse o curandeiro de sempre.

—Mande-os entrar.

Ao entrarem Athena disse:

—Como está hoje Linna?

—Muito bem obrigada.

—Ótimo, pois agora você vai conhecer a sua nova casa. Mu, você se importa em acompanhá-la? O curandeiro irá lhe mostrar onde a casa fica. Podem ir.

—Obrigada Athena.

Então foram acompanhados pelo curandeiro para a casa de Linna, que ficava coincidentemente próxima ao jardim que estava agora pouco.

—É esta aqui — ele disse se dirigindo à sacerdotisa — se precisar de alguma coisa para arrumá-la pode chamar — e foi em direção à décima terceira casa.

—Nossa! Mas que linda casa! Mu, você será meu primeiro convidado, entre! — disse Linna abrindo a porta para Mu.

A casa estava em perfeito estado. Havia um quarto com banheiro, uma grande sala, uma cozinha e mais uma outra sala. Todos os cômodos estavam semimobiliados.

— Acho que vou agora mesmo me instalar aqui, então tenho que ir avisar o meu irmão.

— Eu lhe acompanho.

—Obrigada.

Mu não deixava de reparar nela enquanto ela falava, ele estava começando a ficar preocupado que ela percebesse isso. O mesmo acontecia com Linna, enquanto Mu estava falando, ela ruborizava levemente e seu coração disparava. Mas nem ela e nem o ariano percebiam o que poderiam estar sentindo um pelo outro.

Chegando na casa de Áries, Linna se despediu de Mu.

Quando ela chegou na sexta casa foi logo contar à novidade ao seu amigo Shaka, que estava de volta em sua casa.

—Shaka! Eu vou me mudar para minha casa nova, gostaria de ir comigo e me ajudar?

—Linna, que bom. Claro, adoraria.

—Eu vou avisar o meu irmão e poderemos ir.

No caminho, Linna continuou avisando os cavaleiros que encontrava sobre sua nova casa. Todos ofereciam ajuda caso ela precisasse.

Em aquário, Linna conta para Camus aonde irá morar. Antes de voltar com Shaka escadarias abaixo, não deixa de passar em peixes para avisar Afrodite.

—Certo Linna. Leve essas flores para enfeitar a sua casa — disse Afrodite entregando-lhe um vaso cheio de flores rosa e alaranjada.

—Obrigada pela gentileza Afrodite — respondeu Linna.

Logo, Linna e Shaka passaram pela primeira casa novamente, Linna dá um grande sorriso à Mu que corresponde com um aceno. Kiki que estava em um lugar privilegiado, não deixou de reparar nesta cena.

Já na casa de Linna, esta conversou com Shaka até ficar bem escuro. Pouco tempo depois, o virginiano se despede para partir para as doze casas.

—Linna, agora eu vou voltar para casa. Se precisar de mim não exite em me chamar.

—Não se preocupe Shaka querido! Ficarei bem! Hum, já que você vai passar pela casa de Áries, poderia dar um recado ao Mu?

—Claro.

—Diga a ele que eu estou muito agradecida por sua ajuda e que amanhã cedo nos veremos no campo.

—Certo, não deixarei de transmitir o recado. Até mais Linna, durma bem.

—Até mais!

Shaka então assim que chega à primeira casa encontra Mu e diz:

— Mu, a Linna me pediu para dizer que ela está agradecida por sua ajuda e que amanhã de manhã vocês se verão no campo.

Kiki disfarçava que nada ouvia, mas estava com um sorrisinho malicioso no rosto. Ele pensava:

—Parece que a Linna – irmãzinha também sente o mesmo pelo mestre Mu, hehehe.

Mu agradeceu pelo recado de Shaka e este partiu em direção à sexta casa.

Enquanto isso em sua casa, Linna sentava animadamente em sua cama:

—Amanhã bem cedo irei na casa da costureira — ela pensava — espero que o biquíni tenha ficado bom, pois se eu não for no lago amanhã Kiki irá me matar! — então uma cena da sacerdotisa de biquíni nadando vem em sua cabeça, ela corou — eu gostaria que a água do lago fosse escura.

Todos adormeciam no santuário.

O dia seguinte amanheceu ainda mais quente que o dia anterior, seria uma manhã perfeita para ficar se refrescando em um lago. Linna pensava:

—A essa hora Kiki já deve ter começado seus exercícios. Bom, agora eu vou para a casa da costureira.

Shaka em sua casa meditava desde antes do sol nascer. Aioria já estava coordenando os treinamentos de cavaleiros e futuros cavaleiros no campo de treinamento. Miro e Aldebaram treinavam lá também. Afrodite estava na casa de Death Mask para pentelhá-lo. Camus e Shura treinavam cada um em sua casa. Saga e Kanon ajudavam Athena na décima terceira casa. E Mu, como Linna já imaginava, passava difíceis exercícios para Kiki, que neste calor suava muito.

Linna chegava na casa da costureira.

—Linna – sama! Que bom que veio cedo! Eu estava esperando pela senhorita.

—Que bom que não acordei a senhora.

—Não, não. Entre!

Já dentro da casa da costureira, esta continuou:

—Vamos, experimente seu biquíni — e Linna obedeceu. A roupa de banho caiu-lhe muito bem — Agora experimente esse vestido que eu fiz, com o calor que está fazendo, eu acho que você irá querer usá-lo hoje mesmo — o tecido do vestido que a costureira entregara para a jovem, era muito leve e fino. O vestido tinha uma cor de um verde muito claro e o seu comprimento mal passava do joelho. As mangas eram usadas caídas para que os ombros ficassem à mostra — gostou?

—Sim, é mesmo muito bonito e irá cair muito bem em um dia como esse! Ainda mais que hoje eu pretendo me refrescar em um lago.

—Você tem toalha?

—Tenho sim, a propósito, eu já me mudei, agora estou morando em uma casa relativamente próxima a entrada para as doze casas.

—Que bom saber! Espero que esteja gostando de lá.

—Sim, é uma casa muito aconchegante, perfeita!

—Fico feliz em saber. Gostaria que você experimentasse algumas roupas que ainda precisam de uns retoques, você está com pressa?

—Não, não. Acho que dará tempo.

—Então está certo. Coloque esta saia e esta blusa.

Depois de algumas roupas e alguns alfinetes Linna se despede. Antes de sair a costureira lhe entrega algumas roupas íntimas e sandálias:

—Você também precisa dessas, certo?

—Sim. Muito obrigada mesmo. Até amanhã!

—É bom saber que pude ser útil. Até amanhã!

A sacerdotisa parte então para casa. Assim que chega, percebe que terá que correr para chegar na mesma hora que havia encontrado Mu e Kiki no dia anterior. Ela pega uma sacola que encontra em um armário, coloca uma toalha dentro, veste seu biquíni e põe por cima o vestido novo. Calça também suas sandálias novas. Sai em direção ao campo de treinamento.

Enquanto isso, Kiki ficava impaciente:

— Mu – sama. Será que a Linna - chan pretende não vir?

—Eu não creio. Ela me disse que viria. Apenas tenha paciência.

Assim que Mu disse isso, Linna chega ofegante:

— Mil desculpas! Eu calculei mal o tempo que demoraria em chegar... Mesmo correndo demorei mais do que imaginava! Huf.. Puff...

—Ahh, Linna! Que bom que cumpriu sua promessa. Agora venha, vou lhe mostrar o lago. Nossa, eu não agüentava mais esse calor, queria logo ir pra água!

Enquanto Kiki conversava com Linna, Mu os seguia, ele não conseguia tirar os olhos da garota e não podia deixar de notar como esta estava feliz.

—Chegamos! — disse Kiki — O que achou do lugar?

—É lindo Kiki! Que lugar mais maravilhoso! — disse Linna com um grande sorriso no rosto.

— Então vamos! — disse Kiki ficando apenas com um shorts que ele estava usando por debaixo da calça — você está perdendo tempo! — e pulou na água.

Mu fingindo estar distraído tirava sua roupa, Linna aproveitou para fazer o mesmo. Ela tinha um corpo perfeito, mas não deixava de ficar com vergonha. Mu deu alguns passos em direção ao lago, parou, se virou para Linna, estendeu sua mão e disse:

—Venha.

—Sim — disse Linna entregando sua mão ao Mu. E foram em direção à água. Kiki mantinha um sorriso maroto em seu rosto e nadou mais pra longe, logo inventaria uma desculpa para escapulir daquele lago!

— Você sempre vem aqui para se refrescar? — disse Linna a Mu.

—Venho de vez em quando. Como foi sua primeira noite na sua nova casa?

— Foi muito boa — respondeu Linna — obrigada pela companhia e pela ajuda ontem.

—Não tem nada para agradecer.

— Mu - sama! Eu vou trazer algumas frutas para vocês. Talvez eu demore um pouco — dizendo isso Kiki rapidamente saiu do lago, se vestiu e saiu correndo.

— Ah Kiki! Não precisa se incomodar! — dizia Linna em vão

—Ele já foi.

—É. Eu acho que eu vou me sentar ali um pouco — disse Linna apontando para o chão próximo ao lago.

—Eu lhe acompanho.

Então os dois sentaram no chão. As gostas de água caíam dos longos cabelos encharcados dos dois.

—Esse lugar é mesmo bonito — disse Linna.

—Sim, é mesmo — concordou Mu.

—Realmente este lago é refrescante.

—Com certeza é — concordou Mu.

Então os dois pararam de falar e Linna estava com seu coração querendo disparar novamente. Mu se aproximou de Linna devagar, ele não sabia o que o estava levando a fazer isso. A sacerdotisa olhou para aqueles olhos angulados que cada vez chegavam mais próximos dos seus e desejou que eles ficassem o mais próximo possível. Ela retirou do rosto de Mu alguns fios de cabelos que teimavam em ficar na frente de seus olhos. Mu então se aproximou mais e quando chegou perto o suficiente ele fechou seus olhos ao mesmo tempo em que Linna fechava os seus. Seus lábios se tocaram, uma, duas vezes, até que suas bocas se abriram dando caminho para a língua de ambos explorar o interior da boca do outro. Após algum tempo eles pararam e abriram seus olhos, Linna se afastou um pouco, corando e olhou para o chão. Mu então se desculpa:

—Linna, me desculpe.

—Não Mu, não se culpe por algo que nós dois fizemos. Eu acho que agora eu devo ir — disse Linna se levantando e começando a se vestir.

—Você não gostou, foi isso não foi?

—Não. Foi exatamente o contrário disto.

—Então por que quer se afastar de mim? —disse o ariano também se levantando e se aproximando de Linna.

—Eu não quero me afastar de você.

—Então não se afaste — disse Mu se aproximando ainda mais.

Linna olhava aqueles olhos angulados se aproximando novamente. Ela sabia que cederia a eles se eles se aproximassem um pouco mais. Fechou seus olhos e disse:

— Mu... Você sabe sobre a profecia?

—De que profecia você fala?

—É dito que assim que os olhos de um cavaleiro de ouro e os da sacerdotisa de Athena se encontrarem, eles irão se apaixonar eternamente. Eu não queria mudar o destino de ninguém, eu realmente não quero — disse a garota quase começando a chorar.

Vendo como Linna ficou abalada, Mu não se importava mais em controlar suas palavras, diria tudo que sentia ali naquele instante.

—Linna, eu realmente não me importo se eu te amo por causa de uma profecia, do destino ou simplesmente por eu ser Mu de Áries. Para mim o que importa é ver você feliz mesmo que você não queira ficar comigo.

— Mu...

—Se você não quiser ter esse peso na sua consciência eu entendo. A decisão é sua.

“Eu te amo”, essas palavras martelavam na cabeça da sacerdotisa. Mas o que ela poderia fazer? Beijá-lo? Assumir para ele e para si mesmo que também sentia o mesmo? Ela teria essa coragem? Ela se agachou, pegou suas sandálias e sua mochila. Mu se vestia.

—Quer que eu te leve para sua casa? — perguntou o ariano.

—Está tudo bem, eu quero ir sozinha.

Aqueles olhos... Se ela não saísse dali rápido poderia fazer uma bobagem.

— A gente se vê por aí, tchau! — disse Linna no instante em que começou a correr em direção à sua casa.

—A gente se vê — disse Mu baixinho — pelo menos você disse que gostou do que aconteceu — e deu um sorriso.

Linna corria, ela ainda tinha seu coração disparado. Ela e Mu haviam se beijado! Como isso havia acontecido? Próxima de sua casa ela reconhece a voz de seu amigo:

—Linna!

Ela para de correr e cumprimenta:

—Ah, olá Shaka!

Linna estava ofegante, carregava suas sandálias e estava toda molhada, principalmente seu cabelo que ainda pingava muito. Diante do estado da sacerdotisa Shaka pergunta:

—O que houve?

—Nada, eu apenas estava nadando um pouco e já resolvi voltar.

—Precisava correr tanto? E você voltou tão cedo...

—Eu já me refresquei o suficiente. Eu acho que vou tomar um banho agora.

—Eu vou com você até sua casa.

E assim foram até a casa de Linna. O virginiano ainda tentava descobrir o que havia acontecido naquele lago, mas viu que como não conseguiria extrair nada da garota, resolveu desistir de compreender. Por hora.

—Eu vou tomar um banho então, prometo não demorar!

—Vá, depois gostaria de almoçar comigo?

—Sim.

Linna entrou em seu quarto, fechou a porta e encostou suas costas nela, com um sorriso em sua face. Ela levou seus dedos aos lábios e murmurou:

— Mu...

Enquanto isso no lago, Kiki chegava preguiçosamente com uma cesta de frutas na mão.

—Voltei e... Cadê a Linna – chan?

Mu que estava sentado na beira do lago respondeu ao seu discípulo:

—Ela já se foi.

—Mas já! Ah, como assim... Mu – sama, você espantou ela não é mesmo? Poxa! E eu trouxe todas essas frutas pra vocês! E agora Mu – sama? Mu – sama! Mu – sama!!

Mu permanecia olhando o lago. Ele estava com um sorriso no rosto.

—Vamos para a minha casa, você pode deixar essas frutas em cima da mesa, iremos tomar um banho e depois almoçar — disse Mu se levantando e indo em direção às doze casas.

Kiki fez uma cara de desapontamento por um instante, porém ele logo mudou sua expressão. Seu mestre estava estranho, mas parecia feliz, algo definitivamente havia acontecido enquanto esteve fora. Ele então sorri maliciosamente e começa a seguir Mu.

ººººº

Mais um capítulo postado :D

Sacerdotisa - Capítulo três

Notas iniciais: No capítulo anterior, Linna é reconhecida ao santuário como a sacerdotisa de Athena. Sua festa continua.

ººººº

Um tempo depois, Kiki, que havia chegado ao santuário no dia da festa, vai falar com Mu:

—Mu – sama, desculpa o atraso...

—Kiki? Você ainda não tinha terminado seus afazereres?

—Isso mesmo, mas eu terminei tudinho e vim logo pra cá!

— Então está bem — disse Mu.

—Mu – sama, ela que é a Linna? — disse Kiki apontando para a dona da festa.

—Sim. Porém a trate com mais respeito Kiki, ela é agora a nova sacerdotisa do santuário.

— Eu posso ir cumprimentá-la?

—Deve — foi a resposta de Mu.

Linna conversava com algumas amazonas quando Kiki chegou logo seguido por seu mestre.

— Olá senhorita Linna. Eu sou Kiki, o aprendiz do mestre Mu.

—Olá Kiki, não precisa agir assim para comigo, pode me chamar apenas de Linna que está ótimo — disse Linna se agachando e apoiando as mãos em seus joelhos para ficar com os olhos diretos aos de Kiki.

— Então está bem Linna!

—Ahh Kiki! Prometa-me uma coisa antes de ir?

—Claro.

—Se divirta bastante! Coma tudo de gostoso que você encontrar!

—Claro!! — e Kiki saiu com um grande sorriso no rosto.

Quando Linna se ergueu novamente ela se deparou com Mu:

—Tem certeza que quer arriscar a comida acabar? — e deu risada. Linna sorriu e disse:

—Ele é um garotinho muito simpático Mu, não fale assim dele.

— Eu estava apenas brincando — respondeu o ariano.

E a festa se seguiu, todos continuaram se divertindo até o fim. As pessoas começaram a ir embora, no dia seguinte as coisas voltariam ao normal no santuário. Linna foi para casa de seu irmão.

—E então, se divertiu muito durante a sua festa? — disse Camus

—Sim! Foi maravilhoso — disse Linna já em seu habitual vestido branco.

—Que bom que gostou, sacerdotisa de Athena! — disse o aquariano sorrindo.

—É... — respondeu Linna sonhadora. Ela estava muito feliz.

—Bom, então até amanhã, eu vou pro sofá agora.

—Ah, nisan! Athena me disse que em breve eu terei uma casa, portanto logo você volta pra sua cama, sim?

—Não se preocupe com isso. Boa noite irmã.

—Boa noite nisan.

A noite se estendia no santuário, porém algumas pessoas ainda não estavam dormindo, dentre elas se encontrava Mu e Linna. Mu estava deitado em sua cama, com um dos braços embaixo da nuca, olhava para o teto com um sorriso em seus lábios:

— Linna...

—Mu – sama? O senhor ainda está acordado?

—Kiki!? O que faz acordado a essa hora da noite?

— Eu vim ver se o senhor precisava de algo, eu já ia me deitar.

— Obrigado, mas não há necessidade.

—Ah, tudo bem então — Kiki ficou calado por alguns instantes ainda na porta do quarto de Mu. Após essa pausa ele retomou —Mu – sama? O senhor estava pensando na Linna não estava?

Mu não respondeu, apenas fechou seus olhos.

— Boa noite mestre Mu — e Kiki foi para a sala deitar - se em seu colchão. Ele mantinha um sorrisinho maroto em seus lábios — hehe!

Enquanto isso, Linna estava deitada de bruços olhando as estrelas e sentindo o ar fresco da noite em seu rosto. Ela não conseguia esquecer certos olhos angulados:

— Droga, mas no que eu estou pensando — disse para si mesma, baixinho — É melhor que eu durma — parou um pouco, olhou mais as estrelas e disse com um pequeno sorriso no rosto como se estivesse se rendendo aos seus pensamentos — será que devo contar carneirinhos?

Após algumas horas o dia começava a amanhecer no santuário, a manhã chegou quente, prometia que o dia seria de grande calor. Logo cedo, pouco tempo depois que o sol nasceu, Shaka chegava em aquário:

—Camus! Bom dia!

—Ah, Shaka. Bom dia.

—A Linna já acordou?

—Eu acho que não, pode ir acordá-la se quiser.

Diante da resposta do aquariano, Shaka foi à direção ao quarto sentou-se na cama de Camus e disse animadamente:

—Bom dia Linna!

—Hum? Shaka? Que horas são?

—Hora de você rever todo o santuário. Abri mão de minha meditação habitual para passar o dia lhe mostrando o lugar. Vamos aproveitar que hoje será um dia de muito sol. Estarei lhe esperando na sala — nem mesmo deixou Linna responder.

A jovem de cabelos azuis então se sentou, olhou para o céu claro e pensou:

— Mas que belo dia! — e foi tomar um banho e colocar a mesma roupa de sempre. Quando ela arranjaria roupas novas?

Ela saiu do quarto e foi para sala:

—Estou pronta Shaka, podemos ir.

—Certo. Até mais Camus.

— Até mais nisan.

—Até.

Então os dois desceram as escadarias conversando animadamente.

Falaram com Shura, Miro e Death Mask quando foram descendo as casas.

Assim que estavam para chegar à primeira casa, Linna ficou um pouco diferente, Shaka apesar de estar com seus olhos fechados, não deixou de percebeu isto, mas nem comentou nada sobre o cavaleiro de Áries.

Assim que passaram por todas as casas Shaka disse:

—Irei levar você ao campo de treinamento aos cavaleiros.

Chegando lá, Linna viu Aioria e Marin coordenando alguns treinamentos à ascendentes à cavaleiros.

— As coisas realmente não mudaram muito desde que eu parti.

—Espero que você esteja gostando de ficar aqui.

—Dessa vez não vou fugir, não precisa se preocupar.

Shaka sorriu, sabia que não deveria forçar Linna a contar sobre o que ouve antes e depois de ter saído do santuário, quando ela estivesse pronta, ele estaria lá para ouvi-la se ela precisasse. Shaka a levou por alguns jardins até chegarem em mais um campo aberto para treinos, o dia já estava muito quente. Neste campo estava Mu passando exercícios ao seu discípulo Kiki.

—Vamos Kiki, faltam mais mil!

— Mu – sama! Tudo isso ainda? Hoje está muito quente!

—Deixa de moleza!

Enquanto Kiki continuava seus exercícios, Linna observava Mu a distância, ela brincava com seus dedos enquanto fazia isto. Shaka não pode deixar de sorrir e apenas ficou parado também observando o treinamento de Kiki.

Após o término dos exercícios do garoto:

— Ah, acabei! Posso ir me lavar Mu – sama?

—Pode ir — dizendo isso Kiki saiu correndo em direção aonde Linna estava. Neste meio tempo Mu tira sua camiseta e se senta em uma pedra:

—Hoje realmente está muito quente! — ele diz.

Linna nesse momento fica envergonhada e desvia o olhar de Mu para Shaka:

—Am, eu acho que devemos continuar, vamos? — assim que Linna disse isso, Kiki a viu:

—Linna! Que bom que veio, Mu – sama! A Linna está aqui!

Mu se espanta com a presença da jovem. Levanta-se, veste sua camisa e vai a direção a ela:

—Linna, como está?

— Eu, estou bem Mu, e você?

— Eu estou bem também.

—E você, como está Kiki? — perguntou Linna.

—Ahh, eu estou ótimo Linna – chan! Apenas um pouco esgotado por causa dos exercícios que o mestre Mu me passa! Eu estava indo me refrescar em um lago, não gostaria de ir lá e conhecê-lo?

—Eu, realmente aprecio seu convite Kiki, mas...

—Ahh irmãzinha, por favor! Assim você aproveita para se refrescar também! Ou vai me dizer que você tem medo de água? Se for isto não se preocupe! O mestre Mu não deixará que você se afogue.

—Kiki! A Linna deve ter mais o que fazer, você não acha?

—Mas Mu – sama...

—Não, é que eu realmente não tenho roupas para trocar se eu fosse a um lago agora — disse Linna sorrindo um pouco envergonhada, ela começava a gostar cada vez mais de Kiki — eu prometo que assim que eu tiver uma roupa pra isso a gente vai, está bom assim?

—Ahh, está ótimo! Não é Mu – sama? Não se preocupe irmãzinha, o mestre Mu irá lhe salvar se você...

—Kiki, você não deveria estar no lago? — disse Mu interrompendo seu discípulo de lhe deixar em situações constrangedoras.

—Até mais Linna! Eu espero você para ir no lago também, é uma promessa?

—Sim, é uma promessa — respondeu Linna sorrindo ao garoto. Kiki foi correndo para o lago com um sorrisinho no rosto.

— Mu, eu estava mostrando o santuário à Linna, gostaria de vir conosco?

— Eu ainda tenho algumas coisas para fazer hoje e preciso tomar um banho. Mais tarde eu encontro vocês. E Linna, espero que me perdoe pelo Kiki.

— Ah, imagina, eu estou mesmo querendo relaxar um pouco na água, mas eu realmente não tenho roupas e...

—É isso Linna! Vamos aproveitar e passar na casa da costureira que fez o seu vestido — disse o virginiano.

—Eu não sei...

—Bom Mu, estamos indo então. À tarde almoçaremos no salão principal. Até mais — E saiu com Linna que teve tempo apenas de dar um sorriso para Mu que disse tchau aos dois.

—Shaka, você não gosta mesmo que eu fale né?

—Ora Linna, pra que? Você ia dizer que não queria dar trabalho a ninguém. Certo? — Shaka diz para uma Linna que vira o rosto se rendendo a um sorriso.

Chegando à casa da costureira Shaka diz:

— Olá. A sacerdotisa está precisando de algumas roupas e também de roupas de banho, porém ela estava com vergonha de lhe pedir.

—Linna – sama! Imagina! Será com maior gosto que lhe farei algumas roupas. Por favor, entre!

—Linna, mais tarde eu volto para lhe buscar — disse Shaka — Até mais!

— Ahh senhorita! Tenho um ótimo tecido aqui para lhe fazer um biquíni. Venha, venha! Você está mesmo precisando de vestidos novos!

—Eu não sei nem como lhe agradecer, desculpa o trabalho.

—Não é trabalho algum! E o meu filho é um grande sapateiro, pedirei a ele que lhe faça calçados novos também.

Alguns vestidos, camisetas, saias, blusas foram projetados, inclusive dois biquínis, um azul e um amarelo, para a sacerdotisa.

— Em breve você já estará com as suas novas roupas e nunca mais se sinta envergonhada em pedir a mim que faça mais vestimentas! Eu faço com o maior gosto! A propósito, você ainda está na casa de seu irmão?

—Sim, mas em breve Athena me disse que terei minha própria casa.

—Quando isto acontecer, não deixe de me avisar.

—Claro, avisarei com certeza. Porém não precisa se preocupar, agora que eu estou bem de saúde novamente eu faço questão de vir aqui para experimentar as roupas!

—Como desejar senhorita.

Algum tempo depois Shaka apareceu para buscar Linna, que já o esperava do lado de fora da casa da costureira.

— Podemos ir Linna? — disse ele se aproximando.

—Sim, vamos almoçar? Estou faminta!

—Vamos.

Linna e Shaka foram conversando até o salão do almoço. Alguns cavaleiros conhecidos por ela estavam lá para almoçar hoje, dentre eles Miro, Aioria, Saga e Kanon. A sacerdotisa e o virginiano sentaram próximos a eles:

—Olá Linna, passeando hoje? — disse Kanon.

— Sim, revendo o santuário, finalmente — Linna disse sorrindo.

— Que bom — respondeu Kanon

—Neste momento chega Mu e um Kiki saltitante:

—Linna! Você devia ter vindo com a gente para o lago! A água estava uma delícia! — disse Kiki. Mu começava a ficar um pouco constrangido com seu aprendiz.

—Amanhã ela provavelmente poderá ir com vocês Kiki — disse Shaka.

—Sério Linna – irmãzinha?! Que bom! Né, Mu – sama! Amanhã depois dos meus exercícios você pode ir lá com a gente, certo?

—Eu.. acho que pra mim está bem esse horário — disse Linna um pouco envergonhada.

—Aeee! — respondeu Kiki. Mu já havia sentado e esperava o diálogo acabar.

—Vejamos... Aonde mais gostaria de ir hoje Linna? — disse Shaka

—Gostaria que você me levasse para ver algumas paisagens e jardins. O santuário continua mesmo muito bonito!

—Linna, por que você saiu daqui a anos atrás? — pergunta Saga

—Eu realmente não gostaria de falar sobre isso por enquanto, eu mesma não me lembro de tudo que aconteceu — enquanto ela falava sobre isso seu rosto se tornara tenso.

—Está certo — respondeu Saga

—O que viu hoje em seu passeio? — disse Miro para Linna.

—Revi o campo de treinamentos para cavaleiros e algumas paisagens bonitas. Também vi o fim do treinamento de Kiki.

—Você foi ao campo hoje? Eu não lhe vi — disse Aioria

—Eu te vi, você estava conversando com a Marin. Eu não quis atrapalhar o treinamento dos cavaleiros então nem cumprimentei vocês dois — disse Linna para o leonino. Miro deu uma risadinha.

Então as panelas e travessas foram trazidas à mesa. E todos os presentes almoçaram conversando animadamente. Após o almoço, os cavaleiros voltariam às suas atividades habituais.

— Irmãzinha! Espero você amanhã no mesmo horário que você nos encontrou hoje!

—Estarei lá Kiki, não se preocupe.

Mu acompanhou Shaka para mostrar o santuário à sacerdotisa. Foram mostrados alguns jardins, alguns até mesmo Linna não conhecia, um deles foi o que Mu encontrou a garota há alguns dias.

— Bom, aproveitando que você tem companhia Linna, eu vou embora, ainda tenho algumas coisas para fazer. A gente se vê, pois mais a noite eu passo lá pra lhe ver. Até mais, Linna, Mu.

—Até mais — foi a resposta dos dois.

Shaka pensava enquanto seguia seu caminho:

—Eu realmente não precisava fazer meus afazeres agora, poderia deixar para depois. Mas eu quero deixar aqueles dois sozinhos um pouco.

Enquanto isso no jardim:

— Desse lugar eu me lembro. Só não me lembro bem, como vim parar aqui — disse Linna pensativa olhando em volta.

— Não se preocupe, na hora certa você irá se lembrar. Vamos pensar em coisas boas agora, esqueçamos aqueles dias que você permanecia doente — disse Mu.

—Sim, você está certo. Gostou da festa ontem? Eu adorei!

—Claro, sua festa foi ótima — respondeu Mu.

—A decoração estava linda!

—Você também

—Eu... Dei sorte em achar uma costureira tão boa então. Obrigada Mu.

Mu estava estranhando, o que dera nele para lhe falar assim? Iria deixar a garota constrangida.

—Você também estava muito bonito. Eu quero dizer, vocês cavaleiros ficam muito bem com suas armaduras.

—Bondade sua Linna.

—Bem, eu acho que já vou indo então, está começando a escurecer.

—Certo, deixa que eu lhe acompanho até a casa de aquário.

ººººº

Notas finais: No próximo capítulo Linna finalmente irá para o lago, junto de Kiki e ninguém menos que Mu :D

Sacerdotisa - Capítulo dois

Notas iniciais:

“É dito que assim que os olhos de um cavaleiro de ouro e os da sacerdotisa de Athena se encontrarem, eles irão se apaixonar eternamente”.

No capítulo anterior, Linna retorna ao santuário de Athena e é encontrada por Mu. Ela ainda reencontra Shaka e seu irmão Camus.

ººººº

Linna foi então instalada na casa de Camus. A notícia de que este tinha uma irmã e ela estava repousando na décima primeira casa se espalhou rapidamente, talvez por que para eles levarem Linna para lá, tiveram que passar pela casa de Peixes.

Logo todos os cavaleiros de ouro já haviam visitado Linna, poucos sabiam que Camus tinha uma irmã.

Todos que a viam não deixavam de reparar na beleza da jovem: longos cabelos azuis, olhos penetrantes, curvas perfeitas, mesmo que estivesse aparentando estar um pouco cansada ela ainda sim era linda e muito simpática.

— Olá Camus, trouxe essas flores para sua irmã, espero que ela melhore logo.

—Shura, ela está no meu quarto, pode levar as flores para ela.

— Linna, como se sente hoje?

— Muito bem Shura, que lindas flores!

—São para você.

—Obrigada.

—Athena virá hoje aqui para lhe falar. Ela pretende marcar a data de sua festa.

—Eu realmente não acho isso necessário, não quero dar trabalho algum.

—Linna, todos nós queremos a sua melhora, e mesmo eu que não lhe vejo a tantos anos só desejo o seu bem. É natural que queiramos demonstrar isso com uma festa.

—Muita gentileza sua.

—Bom, eu voltarei à minha casa agora. Espere pela visita de Athena ainda hoje então. Até mais.

—Até.

Após Shura partir para sua casa, Camus entra em seu quarto:

—Linna, você deve estar adorando, todos os cavaleiros de ouro estão bajulando você.

—Ah nisan, todos são muito bons comigo, muito amáveis.

—Que bom.

Algumas horas depois do almoço, Athena foi para a casa de Aquário para decidir com Linna quando seria a festa.

— Camus, pode nos deixar a sós?

— Sim Athena.

—Linna, quando posso marcar sua festa?

—Bem...

Antes que Linna pudesse contestar alguma coisa, Athena diz:

—Eu já lhe disse que está decidido sim? Quando está bom para você? Pode ser daqui a dois dias? Assim teremos tempo de preparar tudo.

— Bem, por mim está bom. Eu estou realmente me sentindo ótima.

—Eu apenas gostaria que você permanecesse aqui até o dia de sua festa.

—Certo, como desejar.

—Linna, eu pretendo que isso seja mais que uma festa, será sua iniciação como minha sacerdotisa. Você será reconhecida para todo o santuário, está preparada para isso?

—Sim, é a minha obrigação e meu destino, e apesar de eu ter me ausentado não deixei de cumprir meus treinamentos e obrigações. Fico realmente lisonjeada por você ter me aceitado como sua sacerdotisa.

Athena sorri e começa a fazer perguntas sobre os gostos da jovem.

— Aposto que em relação às cores da decoração você gostaria de azul, certo?

—Bem, se você quer mesmo saber, azul é mesmo a minha cor favorita!

—Certo. Era só isso então. Aproveite esses dias para ficar completamente recuperada e novamente lhe digo, não faça esforço. A propósito, você não trouxe nenhuma roupa consigo certo?

—Na verdade não.

—Então eu mandarei uma ótima costureira para cá, ela fará a roupa que você desejar. Vemos-nos em dois dias.

—Sim, eu agradeço muito.

Pouco tempo depois, Camus já estava de volta em seu quarto e conversava com sua irmã:

—E então, para quando a sua festa foi marcada?

—Daqui a dois dias, no campo de treinamento maior.

— Certo, pedirei a todos para que espalhem a notícia.

—Ah, então está bem nisan — e deu uma risada muito gostosa, como as coisas iam bem para ela.

Assim que Camus saiu para contar a data da festa para algumas pessoas, a costureira chegou na décima primeira casa.

—Senhorita Linna? Eu sou a costureira mandada por Athena. Irei fazer-lhe a roupa que desejar, eu trouxe alguns tecidos comigo — e pegou um lindo tecido azul claro, que combinava perfeitamente com os cabelos e olhos de Linna — Ora vejam só, parece que eu dei sorte no tom, vejamos, poderia ficar em pé por favor, devagar, e tirar sua roupa.

Linna obedeceu. Ela realmente precisava de alguma roupa nova, ela usava a mesma roupa desde que havia chegado ao santuário, mesmo que ela tinha sido lavada precisa ser trocada urgente.

— Sim, assim está ótimo. Vamos começar.

Dizendo isso a costureira começou a moldar o corpo de Linna com o tecido azul claro e de vez em quando fazia perguntas sobre os gostos da garota. Em pouco tempo o vestido parecia estar quase pronto, a não ser pelo fato de que precisava ser costurado e enfeitado. Parecia que ficaria muito bonito: rente ao corpo até a cintura e levemente abrindo-se até os pés.

Enquanto isso, Mu subia as escadarias para chegar até à décima primeira casa. Ele como não esteve em sua casa hoje não havia encontrado Camus e a notícia da festa, portanto estava indo perguntar ao aquariano se a data havia sido marcada. Assim que chegou, percebeu que Camus não estava presente e como a porta do quarto dele estava aberta foi andando na direção desta devagar. Quando chegou à porta, ele se deparou com uma cena que ele julgou como linda: Linna trajava um vestido de um azul mais claro que seus longos cabelos, ela tinha um grande sorriso no rosto, parecia completamente curada e aparentava estar mesmo muito feliz. Percebendo que não deveria estar ali naquele momento e que acabara de ser notado pela costureira, rapidamente começou a se desculpar se virando para sair:

— Ah, mil perdões! Eu deveria ter batido antes e...

—O que você pensa que está fazendo aqui garoto, saia já!

Agora além dos olhos de Linna terem se arregalado, em seu rosto apareceu uma cor para contrastar com seu azul: o vermelho.

De costas Mu ainda disse:

— Linna, eu vim saber quando sua festa foi marcada. Desculpe-me pelo que acabou de aconteceu.

—Não tem problema Mu. A festa foi marcada para daqui a dois dias, no campo de treinamento maior — essa foi a resposta de Linna que mesmo dizendo não haver tido problemas ainda estava muito envergonhada.

— Certo, estarei lá.

—O que ainda faz aqui garoto? Fora! Tenho ordens de Athena, para fazer este vestido o quanto antes e ele não é para ser visto antes da festa por outra pessoa além de mim. Vamos, o que está esperando?

Mu saiu da casa de Aquário, ele também estava ruborizado e não conseguia tirar aquele sorriso de sua mente.

Algum tempo depois, Linna já vestia novamente suas costumeiras vestes: um vestido com rendas, branco meio amarelado que aparentava estar muito velho, mas mesmo assim lhe caía muito bem. Desta vez a porta do quarto se encontrava fechada.

— Ótimo, não tivemos mais interrupções. Amanhã bem cedo eu voltarei para que você experimente o seu vestido e escolha os enfeites que desejar.

—Sim, estarei esperando a senhora.

—Até mais senhorita.

—Até.

Pouco tempo depois Shaka foi ter com Linna:

— Linna! Como se sente hoje?

— Muito bem Shaka, e você?

—Estou muito bem também, obrigado. Seu irmão já me contou sobre a data da sua festa, eu não deixarei de estar lá!

—Ótimo! Você não poderia mesmo faltar! — disse Linna sorrindo — Athena enviou uma costureira para me fazer um vestido.

— Que bom. E como ficou, deu tudo certo?

—Sim — e disse sem poder conter um grande sorriso — deu quase tudo certo.

—O que quer dizer?

—O vestido foi visto por Mu.

—Como assim?

Linna tentou falar o mais naturalmente possível, mas não conseguiu esconder de Shaka o fato de ter dado certa importância a este acontecimento e também não conseguiu deixar de ficar envergonhada novamente:

— Eu observava o vestido em meu corpo quando a costureira começou a falar com alguém de um modo muito bravo. Eu mal pude acreditar que havia deixado a porta aberta, você acredita? Eu morri de pena do Mu, ele apenas tinha vindo perguntar quando seria a festa e foi expulso pela costureira. Você pode imaginar?

Shaka não se lembrava de notar Linna tão espontaneamente feliz assim.

— Bom, no final então, que bom que deu tudo certo — disse Shaka sorrindo.

—Sim — disse Linna também sorrindo e olhando para o teto, parecia estar um pouco distante.

Shaka conhecia Linna muito bem, mesmo tendo ficado anos sem vê-la. Ele pensava:

— Será que tudo isso significa que ela encontrou alguém para amar? Seria bom, pois Linna nunca se envolveu com ninguém e Mu é uma pessoa muito boa — Shaka sabia que Linna demoraria em notar tal sentimento, resolveu não interferir em nada:

—Linna, agora eu preciso ir, irei ajudar com os preparativos de sua festa. Boa noite, durma bem.

—Obrigada Shaka querido! Venha me visitar amanhã a tarde se puder, adoraria conversar com você novamente.

—Eu virei sim. Não se preocupe — dizendo isso ele se despediu de Linna e foi em direção ao campo de treinamento.

As preparações corriam muito bem, nem parecia que aquele lugar era usado para treinos. As poucas paredes já haviam sido enfeitadas com panos azuis marinhos e cada pilar foi enrolado com panos azul celestes. Afrodite estava encarregado de enfeitar tudo com flores, ele mesmo se ofereceu para este serviço, Aldebaram, Miro, Death Mask e Aioria carregavam pesadas pedras e estátuas para lá e para cá, Shura, Camus e Mu ajudavam algumas amazonas a amarrar os panos e Saga e Kanon organizavam as funções de todos recebendo ajuda de Marin. Ainda podia se ver algumas amazonas e costureiras cortando e costurando panos para serem usados como enfeite.

— Aproveitando que você chegou, não gostaria de começar a ajeitar as mesas? — disse Saga para o virginiano recém chegado.

—Certo — respondeu Shaka.

E assim continuaram as preparações para a festa também no dia seguinte. Luminárias feitas por cavaleiros de prata e bronze foram penduradas por estes. Enfeites ornamentados por amazonas começaram a ser depositados nas mesas. Athena por hora aparecia para ajudar com opiniões e com o trabalho das amazonas. Tudo estava correndo muito bem. Linna havia experimentado seu vestido, ficou perfeito, agora só faltavam os enfeites que foram decididos na hora por ela. Tudo ficaria lindo. Shaka como havia prometido foi visitá-la e não contou nada sobre as decorações, mesmo com a insistência de Linna. Ainda alguns cavaleiros foram visitá-la mais tarde.

No dia da festa, que seria apenas à noite, já cedo a cozinha se encontrava agitada. Muitas amazonas coordenadas por Shina faziam deliciosos pratos. Alguns cavaleiros foram colher frutas. Afrodite ajudava com retoques finais. E tudo continuou na mais perfeita harmonia.

Quando a noite começou a cair, estava tudo pronto, na mais perfeita ordem, nada havia dado errado. Muita comida foi feita, muitas frutas estavam em cestas sobre as mesas. As luminárias coloridas deixavam o ambiente com uma fraca luz em que se deixava enxergar tudo perfeitamente e não tirava o brilho da noite. Ponches, sucos e batidas haviam sido preparados pelas amazonas e todo o santuário se preparava para o grande momento. Os cavaleiros respeitosamente foram após tomar um banho, vestir suas armaduras. O mesmo para as amazonas. O resto do santuário usava roupas muito bonitas e bem cuidadas.

Assim que chegou o momento todos esperavam pela presença da dona da festa que chegou logo com Athena.

Linna estava lindíssima. Trajava o agora completo vestido azul claro com bordados de um azul mais escuro, usava sandálias azuis, brincos azuis e tinha seu cabelo levemente suspensionado por um enfeite de pedras azuis. Ela sorriu diante de tantas pessoas e de uma decoração tão linda e bem feita.

— Pessoal, hoje é um dia muito importante — disse Athena — vamos nos divertir!

E assim deu-se início oficial à festa. Todos os presentes fizeram questão de cumprimentar Linna.

—Espero que tenha gostado das flores Linna. Fui eu mesmo que arrumei tudo — disse Afrodite.

—Ficou perfeito Afrodite, agradeço a sua bondade. Obrigada.

— Que bom que tudo deu certo, seja bem vinda ao santuário Linna — disse Aiória.

— Obrigada.

—Linna! Deu um pouco de trabalho fazer isto tudo! Espero que tenha gostado!

—Sim, eu adorei, tudo ficou perfeito Miro.

—Que bom — respondeu o escorpião.

—Irmã! Espero que se divirta muito hoje em sua festa! E você está muito linda neste vestido.

—Ah nisan! Muito obrigada mesmo! Divirta-se também!

—Olá.

—Shaka! Ficou tudo uma graça, obrigada por ajudar.

—Que é isso Linna, você merece.

— Linna, fico muito feliz em ver que você está bem.

Ao ouvir essa voz, Linna sentiu sua barriga doer friamente, era Mu.

— Eu estou me sentindo simplesmente ótima. Muito obrigada mesmo por tudo que você fez por mim. Se não fosse você eu não estaria aqui hoje.

—Não acredito muito nisso, você é uma garota muito forte e determinada. A propósito, o seu vestido caiu muito bem em você.

—Ahh, você viu só? Agora você está vendo ele inteiro costurado e com enfeites, não é mesmo? — Camus não pode deixar de ouvir esse comentário, porém por hora não iria atrapalhar a felicidade de sua irmã fazendo perguntas.

Quando deram nove horas da noite, depois de aproximadamente uma hora de festa, em que todos estavam se divertindo entusiasmados e enturmados, Athena subiu em algumas pedras e pediu silêncio a todos. Linna já imaginava o que estava por vir.

— Chegou a hora de ser revelado o segundo motivo pelo qual esta festa está sendo feita — começou Athena, todos olharam curiosos para ela — Hoje é um dia muito especial por que ao mesmo tempo em que Linna retornou para casa é também o dia de eu reconhecer a sacerdotisa do santuário. E a sacerdotisa é, Linna!

Todos olhavam boquiabertos de Athena para Linna e de Linna para Athena (menos certo curandeiro que fazia cara de “eu sempre soube”). Demoraram alguns segundos para que o povo que ali estava processasse essa informação, mas logo começaram a dar vivas, a nova sacerdotisa do santuário!

Muitos cumprimentos foram seguidos, agora com muito mais respeito, Linna realmente não achava necessário tamanha reverência.

— Nossa! Essa me surpreendeu garota! — disse Shura à sacerdotisa — meus parabéns Linna! Fico muito feliz por você!

—Obrigada Shura.

—Linna! Que surpresa boa! Você dará uma ótima sacerdotisa — disse Shaka.

—Assim espero.

—Irmã. Que bom que você encontrou o seu destino. Fico feliz por você.

—Nisan.. Obrigada!

Após algum tempo, quando todos já haviam cumprimentado a sacerdotisa, Mu veio falar discretamente com ela:

— Então era esse o seu motivo?

—Mu? O que quer dizer?

—Eu me refiro a você não querer que ninguém soubesse de sua presença. Por isso então que você não queria que ninguém a visse?

—É — disse Linna meio sem jeito, o real motivo era melhor que ficasse entre ela e Athena.

—Bom, agora só falta você me contar como foi que você foi parar daquele jeito, toda ferida e doente.

—Eu... Não me lembro bem e... Ah, vamos falar de coisas boas né? — disse Linna, forçando um sorriso. Mu percebeu que seria melhor se ele não tocasse neste assunto, por hora.

— Está certo! Vamos nos divertir! — disse Mu.


ººººº

Notas finais:

A personagem costureira é dedicada a minha melhor amiga, Amanda.

No próximo capítulo teremos a ilustre presença de Kiki na festa :D

quinta-feira, 27 de março de 2008

Aniversário de Áries no Mu

Novamente apareço aqui em um dia muito especial! Hoje é o aniversário de Aries no Mu! *palmas*















"Instrumentos refinados e precisos estavam dispostos próximos a um homem, um jovem homem de aparência tranqüila. Mu, o cavaleiro de Áries, havia despertado cedo e consertava algumas armaduras." - Sacerdotisa - Revelações


Quando comecei a assistir Saint Seiya, supunha que escolheria como cavaleiro favorito um dos bronzeados. Inclusive, fiquei na dúvida (e até hoje esta se mantém) quanto a um favorito entre os cinco principais de Bronze. Nesta minha dúvida comecei a gostar do Mu. Portanto, quando reparei ele já havia "caído de paraquedas".

"— É você que a cada dia mais me encanta lindo cavaleiro.

Mu sorri para a jovem. Ele apenas permanece calado esperando que ela diga o que gostaria de dizer." - Sacerdotisa


A minha primeira fic foi uma pequena (para meus padrões atuais) de Yu Yu Hakusho, porém, sem dúvida, a minha maior produção foi a Sacerdotisa. Gostei muito de escreve-la. Acho que obtive um bom resultado.
Esta fic nasceu devido a minha paixão pelo aniversariante do dia. ^^

"As lágrimas também não deixavam o cavaleiro de Áries, elas insistiam em rolar continuamente por sua bela e alva face." - Sacerdotisa - Revelações


Algumas pessoas me perguntam por que a predileção por Mu de Áries. É difícil explicar... O fato é que ele é completamente encantador!


Feliz aniversário Mu!


(ps.: E põe encantador nisso!)

















(Primeira aparição no anime)





(Selado... Mas jamais esquecido!)

Para sempre Aries no Mu!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

29 de fevereiro

Happy birthday to you!!! ^^
Hoje venho até aqui neste dia tão especial, impossível de ser esquecido: O aniversário do Edward! *palmas*
Edward Carnby é o protagonista que resolve os casos paranormais de Alone in the Dark. *mais palmas*

Agora uma novidade muito emocionante! Sai um novo Alone in the Dark! E o cenário? Central Park!

Central Park esconde um segredo. Ele não foi apenas construido para o divertimento do povo novaiorquino, mas sim para algo mais e gerações de guardiões tem protegido a verdade. Eles lutaram para preservar a grande área enquanto a cidade continuava a crescer verticalmente rumo ao céu.
Porém agora a verdade não pode mais ser contida e caberá ao investigador de paranormalidades Edward Carnby resolver o mistério. Nova York nunca mais será a mesma.

Ueba! Serei eu corajosa o suficiente para jogar esse jogo sem enrolações? (Sim, tive o Alone in the Dark 4 lá por 1 ano e não jogava de medo ^^' Mas sim, eu zerei o jogo *palmas*)

Deixo agora um card do Edward qu
e a mais de quatro anos encontrei no site oficial do Alone in the Dark já inexistente.

E mais uma vez, PARABÉNS EDWARD!




















O que acharam ? Normal?
(Normal não por que lembra Edward e o Edward não é normal, é especial!)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Iniciando ...

Hoje dou início ao meu pequeno blogzinho :P
Apenas para marcar a data!

Amanha uma homenagem ao aniversariante do dia!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Demiris e os fantasmas dos animes

Demiris e os fantasmas dos animes
Escrito por Saphira


Sumário:
Presentinho pro meu maninho De-chan.Uma inspiração repentina ^^



Notas da Fanfic:
Os personagens aqui contidos não me pertencem.

Nem o Demiris.
Mas eu pertenço a mim mesma! (pelo menos alguma coisa né? ^___^)


História:
Em um quente e parcialmente nublado dia estava Demiris com uma máscara de papel e com muito bom humor ouvindo música em seu computador. Inspirado, ele lia e relia suas fics kilométricas.

-Sim! Já tenho a idéia de como matar Hades!

Após declarar a si mesmo essa ótima notícia, o insano de plantão procura o fim do texto imediatamente, ele precisava finalmente escrever o desfecho de sua história.
Ao som de Savior, ele habilmente começa a digitar. Porém de repente, algo estranho acontece.



“Anata wo mamotte tatakau soldier
ai koso kiseki wo umidasu chikara
Soldier of love.”



(“I'm a soldier fighting to protect you.
Love is the power to give birth to miracles.
Soldier of love”)




Se misturando com o som que Demiris ouvia feliz estava a voz de Kurama. O fanfiqueiro se assusta:

-Ahh! Deve ser o fantasma do anime passado! – mas rapidamente ele reflete – Claro que não! Eu com certeza entrei no site de fanfics, como sou desligado e... Mas eu não entrei no site!


Rapidamente o insano de plantão desliga a caixa de som de seu microcomputador. E para seu espanto, a maravilhosa melodia continuou a soar. E agora parecia incrivelmente próximo a ele.



“Anata wo mamotte tatakau soldier
ai koso kiseki wo umidasu chikara
I'm a soldier.”



(“I'm a soldier fighting to protect you.
Love is the power to give birth to miracles.
I'm a soldier.”)



Ele se levanta mais do que depressa e no meio do seu quarto se materializa a presença de Kurama, com seus cabelos vermelhos e belos olhos verdes.

-Aaa! O emo do Kurama!

A figura recém chegada continuava a sorrir. Mas agora passou a mão por de trás de seu cabelo e retirou uma rosa vermelha.

-Quem você disse que é emo?

-Ninguém. Deixa pra lá... – ele então pensa consigo mesmo – Me vingarei em você Saphira!

-Eu sou o fantasma do anime passado e...

-Ah não! Pode parar por ae... Tem alguma coisa muito errada por aqui! Pesadelo dos infernos!

-Venha comigo, vou lhe mostrar que não é nenhum pesadelo. Isso é apenas sua realidade. Sua realidade passada!

O aparente jovem ruivo usa seu Rose Whip e abre uma fenda espaço temporal no ar. Enquanto isso, Demiris pegava sua máscara do Tobi, ficando preparado assim para uma viagem. Kurama se vira para ele e diz:

-Vamos.

Os dois atravessam a passagem indo de encontro ao inesperado. Que de inesperado não tinha nada, afinal os dois sabiam o que seria visto: o passado do jovem insano!

-Veja Demiris Ikarus – dizia o ruivo – Esse é você no ano passado...

Os dois podiam observar um jovem de máscara sentado em seu computador, no mesmo quarto. Pouquíssima coisa estava diferente. O Demiris mais novo digitava em um fórum e dava risadas malignas. Ele queria conquistar o mundo! Ele judiava constantemente de sua irmã mais nova, querendo levar ela para o lado maligno da vida!

-Se arrependa Demiris! Se arrependa das coisas erradas que você fez em seu passado!

-Eu não! Não fiz nada de errado...

-Você deve saber muito bem como isso tudo irá terminar...

-Eu vou terminar acordando em meu quarto, isso sim. Pesadelo absurdo! Aliás, quem é você para me falar do meu passado?

-Tudo bem, se é assim que você quer...

O jovem insano se vê agora sozinho em seu quarto. O quarto atual do ano de 2008. Ele diz em voz alta:

-Tá... Vejamos agora quem vai aparecer? Devo estar mesmo ficando pior da cabeça! Para ter esses sonhos malucos...

Nosso vilão espera parado. Olha para as paredes, para o teto... Cansa-se e se senta em sua cama.
De repente um brilho dourado surge e começa a ser ouvida uma música.



“Namida yori mo yasashii uta wo
kanashimi yori sono nukumori wo....”



(“Do que uma lágrima, uma canção carinhosa
Do que a tristeza, um calor humano ...”)




-Não! Você não!

Demiris olhava agora um cavaleiro de Athena, com a armadura de Áries.

-Jovem! Eu sou o fantasma do anime presente. E estou aqui para lhe mostrar ...

-O meu presente... – Demiris interrompia a magnífica explicação do ariano.

-Então, se você já sabe de tudo, podemos ir.

Mu ergue seu dedo indicador e mais um portal se abre no recinto. Os dois o atravessam.
Demiris agora não via a si mesmo, mas sim sua irmã, que em outra cidade, na frente de um computador lia o fórum em que Demiris, ela, e mais muitas pessoas costumavam escrever. Ela lia tristemente as palavras más de seu irmão.O ariano então calmamente diz:

-Observe Demiris. Como você é mau com as pessoas que se importam com você.

-Ah! Ta falando da Saphira? Isso não é maldade não... Estou apenas educando ela.

-Lembre-se que tudo que você fizer irá se voltar em forma de castigo contra você um dia.

-Eu imagino...

O jovem mascarado se vira e novamente se via só em seu quarto. Ele pára e de repente algo vem em sua mente, ele se desespera:

-Não! Eu já sei! Agora vem o emo mor! O emo loiro!

Mal Demiris disse essas palavras e um som de harpa muito conhecido começou a soar em seu quarto. O prelúdio característico de Final Fantasy estava a ser ouvida.



*som de harpa*



-Eu mereço... Vida de vilão não é fácil!

-Demiris – ele ouviu uma voz conhecida dizer – Você já sabe quem eu sou, vamos acabar logo com isso!

Um jovem loiro de intensos olhos azuis estava parado diante dele. Ele empunhava uma espada particularmente grande. Cloud a usa para abrir novamente um portal no quarto. E os dois o atravessam.

-Estamos no natal desse ano – disse o viajante de lifestreem já com sua espada presa em suas costas.

O que era visto era uma sala. E nesta uma árvore de natal e a irmã de Demiris, Saphira rindo, rindo alegremente. Um riso cruel.

-Veja no que você transformou sua irmã! Ela causou sua morte! E se tornou uma pessoa maligna!

Demiris observava a tudo com os olhos arregalados. Por fim ele fecha os olhos e diz:

-Pelo menos um dos meus projetos teve sucesso!

O loiro olha para o céu e volta seus olhos para o lado contrário ao jovem insano.

-Esse foi seu último aviso Demiris. Pense bem no que você está a fazer!

E novamente, Demiris se vê só em seu quarto. Ele pára, olha para o céu lá fora, que agora já estava ficando escuro. Senta-se na cadeira em frente ao seu computador e começa a digitar finalmente, sem mais interrupções, o tão esperado final de sua enorme fanfic. Ele pára apenas para dar uma gargalhada maligna e cruel antes de colocar o ponto final.


_____


Kurama: ele nunca vai mudar.
Mu: é né... fazer o que?
Cloud: Quem quer pizza?


Essas três frases foram idealizadas pelo próprio Demiris! Um finzinho mais finzinho do q o meu!
Hehehe, foi legal escrever essa fic.
Comentem!